Últimas Notícias
recent

IMPRENSA OPINA SOBRE NÚMERO DE SELEÇÕES NA COPA DO MUNDO

TRÊS JORNALISTAS FALAM AO MOMENTO DO ESPORTE SOBRE AMPLIAÇÃO DE PARTICIPANTES NO MUNDIAL

Por Daniel Nápoli

A Copa do Mundo de Futebol Masculino de 2026, contará com a participação de 48 seleções. Será a primeira edição do Mundial neste formato, substituindo o número de 32 países que disputavam o torneio desde 1998.

O MOMENTO do ESPORTE conversou com três jornalistas que opinaram sobre a ampliação de participantes da Copa do Mundo. Confira!

André Roedel - Chefe de redação do Jornal Periscópio

Acredito que a ideia de se ter uma Copa do Mundo com 48 seleções era algo inevitável. Até 1994, a competição tinha apenas 24 seleções, para se ter uma ideia. Nossa geração se acostumou com o formato de 32 seleções e isso acabou virando um dogma. 

Acho que vai ser interessante termos jogos mais inusitados, como Curaçao X Alemanha. O nível técnico na primeira fase tende a cair, é claro, mas o espírito da Copa vai continuar - e até melhorar, já que teremos mais países envolvidos. 

Uma pena que essa decisão da FIFA seja menos esportiva e mais financeira, já que a entidade máxima do futebol só se interessa por uma coisa: lucro. 

Ivan Valini – Responsável pela página Arquibancada Esporte Clube

Em junho de 2026 teremos a primeira Copa do Mundo com 48 seleções. O motivo desse inchaço é simples e claro: politicagem. A “dona” FIFA entende que, do ponto de vista econômico e político, quanto maior o torneio, mais receita será arrecadada, afinal mais países terão interesse em mostrar suas seleções, sem falar no poder político e prestígio junto às confederações, que são as responsáveis por eleger o presidente da FIFA.

O lado bom desse aumento no número de seleções é que teremos mais jogos.

Se na Copa de 2022 tivemos 64 partidas, agora, em 2026, serão 104 jogos. E tudo isso dentro de pouco mais de um mês, que é a duração da competição, ou seja, para quem gosta de futebol é um prato cheio!

Porém, quantidade não significa qualidade. E, sim, vai se preparando porque teremos muitos, mas muitos jogos ruins. Afinal, mais equipes significa perda de qualidade técnica! 

Será que alguém realmente acha que Curuçao, Haiti, Jordânia, Uzbequistão, Jordânia, entre outras, farão algo de relevante na Copa?

Sem falar que na primeira fase, dos 12 grupos formados, em 8 (oito), vão passar os três primeiros. E se analisarmos a tabela, friamente, veremos que a fase de grupos terá jogos bem menos interessantes do que veremos em março, na repescagem da Europa, em que 16 seleções vão brigar por quatro vagas, por exemplo.

Enfim, a Copa de 2026 será a Copa da “inclusão”, da imposição política e financeira, e, plagiando Itu, podemos afirmar que será a COPA DOS EXAGEROS!

Roberta Rocha – Responsável pelo site Destaque da Notícia 

A expansão da Copa do Mundo para 48 seleções, em 2026, pra mim é um passo que mistura vontade de crescer e um certo risco.

Acho legal a ideia de incluir mais países e ver novas histórias, culturas e jeitos de jogar chegando ao Mundial, mas ao mesmo tempo, fico pensando no equilíbrio. Com mais vagas, podem surgir jogos menos disputados e um calendário ainda mais pesado para os jogadores, que já vivem no limite. Então me pergunto: até que ponto vale aumentar o torneio sem perder a essência do futebol?

No fim, a resposta vai aparecer em campo. Se essa diversidade trouxer boas surpresas e jogos emocionantes, a mudança terá feito sentido. Se não, vai ficar a sensação de que a Copa ficou maior, mas não necessariamente melhor.

Moura Nápoli

Moura Nápoli

Nenhum comentário:

Postar um comentário

JUVENTUS E ITUANO: JOGO DE “SEIS PONTOS”

PRINCIPALMENTE PARA O MOLEQUE TRAVESSO, QUE JOGA EM CASA, VITÓRIA É OBRIGAÇÃO. GALO PRECISA PONTUAR. SÓ NÃO PODE PERDER Na tarde desta qua...

O GRANDE PARCEIRO

Tecnologia do Blogger.