O MAIOR ÍDOLO DA
HISTÓRIA DO VERDÃO AINDA HOJE É REVERENCIADO AO VIVO PELA TORCIDA
Poucos jogadores se confundem tanto com a identidade de um clube quanto Ademir da Guia com o Palmeiras. Dono de uma elegância rara em campo, visão de jogo apurada e liderança silenciosa, o meia entrou para a história como o maior ídolo alviverde e um dos nomes mais marcantes do futebol brasileiro.
Filho
de Domingos da Guia, lenda do futebol nacional, Ademir construiu sua própria
trajetória no Palmeiras. Estreou no time principal em 1961 e permaneceu no
clube até 1977, em uma era em que a fidelidade a uma camisa era regra. Foram 902 jogos,
recorde absoluto do clube, e 155 gols, números impressionantes para um meio-campista.
Em campo, Ademir foi o grande símbolo da chamada “Academia do Palmeiras”, equipe que encantou o Brasil nas décadas de 1960 e 1970 pelo futebol técnico e coletivo. Com ele como cérebro do time, o Palmeiras conquistou cinco Campeonatos Brasileiros (1967 – duas vezes –, 1969, 1972 e 1973) e diversos títulos paulistas, consolidando-se como potência nacional.
Além dos números, o que eternizou Ademir da Guia foi seu estilo. Sem depender de força física ou velocidade, comandava o jogo com inteligência, passes precisos e leitura tática diferenciada. Por isso, ganhou o apelido de “Divino”, expressão máxima de respeito e admiração da torcida.
Fora de campo, Ademir também deixou legado. Atuou como
dirigente, comentarista e segue como uma das vozes mais respeitadas quando o
assunto é futebol e Palmeiras. Sua relação com o clube ultrapassa gerações,
sendo referência até hoje para atletas e torcedores.
Ademir da Guia não foi apenas um grande jogador. Foi — e continua sendo — a personificação do futebol clássico, técnico e vencedor do Palmeiras, um ídolo eterno cuja história jamais será esquecida no Parque Antarctica, hoje Allianz Parque, e na memória do futebol brasileiro.
O Divino desfilou seu futebol numa época em que o Brasil reunia um celeiro de craques como Pelé, Rivelino, Gerson, Tostão e outros, o que fez com que ele fosse mais uma estrela na constelação. Mas no Palmeiras reinou absoluto.




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