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O BRASIL NAS COPAS




Por Daniel Nápoli

1994

Para chegar até a 15ª edição da Copa do Mundo, que foi disputada nos EUA, o Brasil passou por uma enorme pressão e sufoco nas eliminatórias, classificando-se apenas na última rodada,  no clássico diante do Uruguai, em que Romário decidiu com dois gols o destino da seleção Canarinho.

Fortemente contestado e desacreditado, o Brasil comandado por Carlos Alberto Parreira, foi convocado da seguinte maneira:

Goleiros – Taffareal (Reggiana/ITA), Zetti (São Paulo) e Gilmar Rinaldi (Flamengo)

Laterais – Jorginho (Bayern de Munique/ALE), Branco (Fluminense), Cafú (São Paulo) e Leonardo (São Paulo)

Zagueiros – Ricardo Rocha (São Paulo), Ronaldão (Shimizu S-Pulse/JAP), Aldair  (Roma/ITA) e Márcio Santos (Bordeux/FRA)

Volantes – Mauro Silva (La Coruña/ESP), Dunga (Stuttgart/ALE) e Mazinho (Palmeiras)

Meias – Zinho (Palmeiras), Raí (Paris Saint-Germain/FRA) e Paulo Sérgio (Bayern Leverkusen/ALE)

Atacantes – Bebeto (La Coruña/ESP), Romário (Barcelona/ESP), Müller (São Paulo), Ronaldo (Cruzeiro) e Viola (Corinthians)

No dia 20 de junho, o Brasil estreou na Copa de 1994, diante da Rússia, em Palo Alto. Com gols de Romário e Raí, a seleção venceu por 2x0.Quatro dias depois, na mesma cidade, no Stanford Stadium, o Brasil conquistou nova vitória, dessa vez contra Camarões. Romário, Márcio Santos e Bebeto foram os autores dos gols.

O terceiro e último jogo da primeira fase, foi diante da Suécia, velha conhecida da seleção brasileira, tendo protagonizado uma final de Copa do Mundo, com final feliz para a seleção Canarinho.No dia 28 de junho, em Michigan, brasileiros e suecos fizeram uma partida marcada pelo equilíbrio. O Brasil saiu atrás no marcador, mas ao empatar com Romário, no início do segundo tempo, nossa seleção garantiu não só a invencibilidade, como o primeiro lugar do grupo.

O Brasil chegou as oitavas de final daquela Copa, com uma enorme pressão nas costas. Enfrentaria a seleção anfitriã, no dia 4 de julho, data em que os norte-americanos comemoram sua Independência. O jogo foi bastante duro, com os brasileiros sofrendo alguns sustos, principalmente após a expulsão de Leonardo, devido a uma cotovelada em Tab Ramos.Mas apesar das dificuldades, o Brasil venceu, garantindo sua classificação para as quartas de final, com um gol de Bebeto, após assistência genial de Romário. O adversário agora, seria a Holanda.

Cinco dias depois, em Dallas, os brasileiros entraram em campo para enfrentar a sempre perigosa Holanda. O encontro se deu 20 anos após o confronto que terminou em vitória holandesa e eliminação brasileira.
Após um primeiro tempo amarrado, o Brasil abriu 2x0 de vantagem, com gols de Romário e Bebeto. Parecia que a classificação estava encaminhada, porém os holandeses cresceram, enquanto os brasileiros recuavam. Resultado, Bergkamp e Winter empataram a partida.

Quando o jogo se encaminhava para uma dramática prorrogação, Branco, em uma bela cobrança de falta, que contou com grande participação de Romário, que se esquivou de maneira providencial da “patada” de seu companheiro, marcou o terceiro gol do Brasil, que selou a vitória e a classificação para a semifinal.  Após 16 anos, os brasileiros estavam entre os quatro melhores novamente.

No dia 13 de julho, no estádio Rose Bowl, em Pasadena, o Brasil voltou a enfrentar a Suécia pelo torneio. Assim como na primeira fase, a partida foi amarrada, com chances para os dois lados. Já no segundo tempo, mais precisamente aos 35 minutos, brilhou a estrelha do “baixinho” Romário, que marcou o gol que colocou os brasileiros na decisão, após 24 anos de ausência.Curiosamente, a adversária na final, era a Itália, a rival na conquista do tri em 1970.

Quatro dias depois, no mesmo estádio Rose Bowl, em Pasadena, Brasil x Itália decidiram a Copa do Mundo de 1994. Se em 1970, o confronto entre as seleções  serviu para definir o primeiro tricampeão mundial da história, o daquela oportunidade faria o planeta conhecar a primeira seleção tetracampeã.

Embora os italianos contassem com o então melhor jogador do mundo Roberto Baggio, chegaram à decisão “aos trancos e barrancos”,  tendo passado da primeira fase, apenas como um dos melhores terceiros colocados.
Mas a partida não foi nada fácil para o Brasil, que perdeu diversas chances de gols, assim como viu a Itália desperdiçar chances claras de matar o jogo.
Após 90 minutos de 0x0 e uma extenuante prorrogação, pela primeira vez na história, uma Copa do Mundo seria decidida nos pênaltis.

Veio a primeira cobrança italiana e Baresi desperdiçou, assim como Márcio Santos. Albertini, Romáro, Evani e Branco, converteram suas cobranças.Na vez de Massaro, brilhou a estrela do goleiro Taffarel, que defendeu o chute. Para o Brasil, o capitão Dunga converteu.

Chegou então a vez do craque Roberto Baggio, que havia jogado o torneio lesionado, fazer sua cobrança. Ao chutar a bola, o italiano fez  mais do que isolá-la, rendeu ao Brasil o tetracampeonato mundial e a possibilidade dos brasileiros soltarem um grito que estava entalado na garganta por 24 anos.
Embora fosse uma outra edição, embora com uma seleção menos brilhante tecnicamente, o Brasil tirava de si o gosto amargo da “Tragédia do Sarriá”, frente a própria Itália.

O Brasil se tornava a primeira seleção tetracampeã mundial de futebol. A Taça do Mundo voltava a ser nossa!!!




Moura Nápoli

Moura Nápoli

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