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O TABU DOS CAPITÃES CAMPEÕES DO MUNDO



Daniel Nápoli

O  goleiro francês Hugo Lloris teve a honra de erguer a Taça FIFA, após a grande final da Copa do Mundo de 2018, entre França x Croácia, a ser disputada no último domingo (15), em Moscou.

Curiosamente, Lloris se tornou o 21º capitão a alcançar o feito, em 21 edições do torneio. Embora seleções como Brasil, Alemanha, Itália, Argentina e Uruguai tão vencido mais de uma vez a competição, foram capitães diferentes que tiveram a honra de tocar o símbolo máximo do Mundial.
Os únicos que se aproximaram de erguer a taça em mais de uma oportunidade, foram o argentino Diego Maradona e o brasileiro Dunga.

Nasazzi

O primeiro capitão a ter a honra de “erguer o mundo”, foi o uruguaio José Nasazzi. Aos 29 anos, o zagueiro liderou a Celeste em casa, na conquista da primeira Copa realizada pela FIFA.

Ao final de Uruguai 4x2 Argetina, Nasazzi segurou a Taça Jules Rimet, para delírio dos uruguaios presentes no Estádio Centenário, em Montividéu.
Embora tenha atuado pela seleção até 1936, o zagueiro não teve a chance de tentar erguer pela segunda vez a taça, uma vez que o Uruguai no foi ao Mundial de 1934, disputado na Itália, para defender o título, boicotando o torneio, em revanche a não presença dos italianos na competição de quatro anos antes.


Combi
Goleiro da seleção italiana, Gianpiero Combi foi quem teve a honra de ser o primeiro jogador da Azzurra a tocar a Taça Jules Rimet, ao final da decisão do Mundial de 1934.

Embora o fato tenha sido histórico por si só, outro fato marcou aquele ato. Após ter vivido altos e baixos por clubes e pela própria seleção, o goleiro realizou naquele Itália 2x1 Tchecoslováquia, a sua última partida na carreira, aos 31 anos de idade.




Meazza
Presente na conquista da Itália em 1934, o meio-campo Giuseppe Meazza foi o capitão do bicampeonato da Azzurra , quatro anos depois, no Mundial disputado na França.

Ídolo em seu país, Meazza embora fosse jovem na época (27 anos), não pode ter a chance de tentar ser o primeiro capitão a conquistar o mundo em duas oportunidades.

Isso porque veio a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o que impediu a realização das Copas de 1942 e 1946. Quando o torneio voltou a ser realizado, em 1950, Giuseppe já havia se aposentado como jogador (tendo se despedido dos gramados três anos antes).

Varela

Responsável por receber das mãos da FIFA a Taça Jules Rimet, após derrotar o Brasil, em pleno Maracanã, no Rio de Janeiro, Obdulio Varela, meio-campo, entrou para a história do futebol uruguaio e mundial. A conquista foi a última do Uruguai até os dias atuais, no torneio.

Já veterano, em 1954, aos 37 anos, Varela seguiu como capitão da Celeste, no Mundial da Suíça. Porém, o Uruguai não foi páreo para a forte Hungria, caindo nas quartas de final. Terminava assim, a chance de Varela repetir o feito de quatro anos antes.

Fritz Walter
Primeiro alemão a receber o símbolo máximo da Copa do Mundo, o atacante foi o quinto capitão diferente a alcançar o feito na competição.
Após uma épica vitória sobre a Hungria, por 3x2, após estar perdendo por 2x0, Walter comandou a festa alemã.

Quatro anos depois, no Mundial da Suécia, Fritz seguiu como capitão da seleção. Aos 37 anos, foi um dos pilares da Alemanha no torneio, porém terminou com o terceiro lugar, com os alemães sendo eliminados na semifinal, pela anfitriã.


Bellini

Ao final da Copa do Mundo de 1958, disputada na Suécia, o zagueiro brasileiro Hilderaldo Bellini entrou para a história. Além de ser o primeiro jogador brasileiro a tocar na Taça Jules Rimet, foi o pioneiro em erguê-la.

O gesto repetido por centenas de jogadores ao redor do planeta nasceu ali, com Bellini, que quatro anos depois, no Chile, foi novamente campeão com o Brasil, porém o zagueiro não era mais o capitão. Na reserva da seleção, viu Mauro Ramos de Oliveira, erguer o bicampeonato brasileiro.



Mauro
Zagueiro assim como Bellini, Mauro Ramos de Oliveira ergueu a Taça Jules Rimet, em 1962, marcando o bicampeonato do Brasil.
Assim como os capitães anteriores, Mauro não conseguiu “repetir a dose”, tendo se aposentado da seleção, um ano antes da Copa do Mundo de 1966, disputada na Inglaterra.








Moore

Capitão da conquista da Inglaterra, em casa, o zagueiro Bobby Moore até hoje é o único inglês que realizou tal feito, uma vez que os ingleses não voltaram a disputar sequer uma final de Mundial. Curiosamente, a conquista do Mundial de 1966 é o único título oficial da seleção mais antiga do mundo.
Moore também foi o capitão dos ingleses na Copa de 1970, no México, porém o English Team caiu nas quartas de final. Bobby deixou a seleção três anos depois.

Carlos Alberto
Responsável por erguer a Taça Jules Rimet, simbolizando a sua conquista definitiva por parte do Brasil, o lateral direito Carlos Alberto Torres também foi pioneiro, assim como o compatriota Bellini. Se em 1958, o zagueiro inovou ao erguer a taça, em 1970, Carlos Alberto foi o primeiro a beijá-lo, sendo este, outro gesto imortalizado.

Quatro anos depois, Carlos Alberto não esteve presente na campanha que rendeu ao Brasil, o quarto lugar na Copa disputada na Alemanha.



Beckenbauer
Atuando em casa, em 1974, o zagueiro/líbero/volante Franz Beckenbauer um dos grandes responsáveis pela conquista alemã, foi o primeiro capitão da história a erguer a Taça FIFA, colocada em disputa após a conquista definitiva da Taça Jules Rimet, por parte do Brasil.

Quatro anos depois, no Mundial da Argentina, o jogador já não defendia mais a seleção, tendo se aposentado da mesma, em 1977.





Passarella
Assim como Beckenbauer, o zagueiro argentino Daniel Passarella ergueu a taça em sua terra natal, após vitória sobre a Holanda, que havia sido vice em 1974.
Um dos grandes nomes da Argentina no Mundial de 1978, Passarella foi ainda capitão da seleção em 1982, na Copa da Espanha, quando sua seleção caiu na segunda fase.

No ano de 1986, embora tenha feito parte do grupo campeão no Mundial do México, já não era titular, muito menos o capitão da seleção, tendo perdido a braçadeira para seu então desafeto Diego Maradona.

Após, Passarella e parte do grupo obter acusado Maradona e o técnico Carlos Bilardo de tê-lo envenenado, uma vez que o zagueiro campeão de 1978 passou o torneio do México itnernado com indisposição estomacal, Daniel e Diego não mais se falaram, fazendo as pazes apenas no último domingo, durante e final da Copa, na Rússia.

Zoff
O goleiro Dino Zoff ao levantar a taça em 1982, entrou para a história como o capitão mais velho da história das Copas do Mundo a ser campeão.
Aos 40 anos de idade, foi um dos grandes responsáveis pela conquista do tricampeonato italiano. Zoff encerrou sua carreira de jogador um ano depois.

Maradona
Principal nome da conquista argentina na Copa do Mundo disputada no México, em 1986, o meio-campo Diego Maradona ergueu a taça, após atuações brilhantes.

Quatro anos depois, em solo italiano, o argentino quase entrou para a história como o primeiro e único a erguer a taça por duas vezes, porém perdeu a decisão para a Alemanha, por 1x0.

Maradona disputou ainda a Copa de 1994,nos Estados Unidos, mas já não possuía a braçadeira de capitão.

Matthäus
Capitão campeão com a Alemanha em 1990, o meia Lothar Matthäus foi o grande nome daquele Mundial e o vencedor do primeiro prêmio de melhor jogador do mundo entregue pela FIFA, em 1991.

Ainda capitão da Alemanha, Matthäus disputou a Copa do Mundo de 1994, mas sem exibir o mesmo futebol de quatro anos antes, tendo os alemães se despedido da competição nas quartas de final.

Na França, em 1998, Matthäus fazia parte do grupo alemão, mas já não era o capitão da seleção e não atuou em todas partidas. Assim como nos Estados Unidos, a Alemanha caiu nas quartas de final.

Dunga
Depois de ter sido apontado como um dos grandes responsáveis pela eliminação do Brasil, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 1990, frente a Argentina, Dunga foi para os Estados Unidos, em 1994, como capitão da seleção.

Com moral, o volante fez uma ótima Copa, erguendo ao seu final, a Taça FIFA. Foi o primeiro tetracampeão mundila da história da competição a tocar a taça.

Quatro anos depois, assim como Maradona em 1990, esteve próximo de entrar mais uma vez para a história a se tornar o primeiro e único capitão a erguer a Taça FIFA em duas oportunidades, mas a derrota para a França por 3x0, na final, impediu a conquista.Aquela decisão, foi a última partida de Dunga pela seleção brasileira, como jogador.

Deschamps
Na única Copa do Mundo que disputou como jogador, Didier Deschamps foi o capitão da França, sendo o primeiro jogador francês a erguer a taça de campeão mundial em casa.Na época, aos 29 anos de idade, o volante foi um dos importantes nomes na campanha.

Jogando pela seleção até o ano 2000, não chegou a atuar nem na Eurocopa disputada naquele ano e vencida pelos franceses.No último domingo (15), Deschamps voltou a conquistar uma Copa do Mundo com a França, agora, como treinador.


Cafú
Convocado para a Copa do Mundo de 2002, o lateral direito Cafú não estava programado para ser o capitão do Brasil. Porém, com o corte do volante Emerson, lesionado em um treino antes da estreia, acabou herdando a braçadeira.

Com isso, Cafú que naquele Mundial já havia entrado para a história sendo o primeiro jogador a disputar três finais consecutivas de Copa do Mundo (1994, 1998 e 2002), entrou ainda mais para a história sendo o primeiro atleta pentacampeão mundial do torneio, a tocar na Taça FIFA.

Como capitão, Cafú ainda atuou no Mundial de 2006, disputado na Alemanha. Apesar de todo o favoritismo, o Brasil caiu nas quartas de final do torneio, em derrota para a França, por 1x0.

Aquele jogo, foi o último de Cafú pela seleção brasileira. O ex-jogador até hoje é o recordista de jogos pelo Brasil, com 149 partidas.

Cannavaro
Zagueiro da seleção italiana nas Copas de 1998 e 2002, Fábio Cannavaro foi o capitão e o principal nome da Itália campeã mundial em 2006, no torneio disputado na Alemanha.

A atuação na competição, lhe rendeu ao final daquele ano, o prêmio de melhor jogador do mundo.

Em 2010, Cannavaro seguiu como capitão da Azzurra na Copa disputada na África do Sul. Mas o sonho de repetir o feito de quatro anos antes, foi por “água abaixo”, após uma desastrosa campanha em que a tetracampeã mundial foi eliminada na primeira fase do tornei, após empates com o Paraguai e Nova Zelândia (ambos por 1x1) e derrota para a Eslováquia por 3x2, sendo este o último jogo do capitão com a camisa da seleção.

Casillas
Camisa 1 da Espanha nas Copas de 2002 e 2006, Iker Casilas foi o primeiro jogador espanhol da história a tocar na Taça FIFA, uma vez que foi o capitão da inédita conquista.

O goleiro que havia sido o capitão na conquista da Eurocopa de 2008, ergueu novamente a taça continental em 2012.

Após perder para o Brasil a final da Copa das Confederações, em 2013, Casillas espetava uma recuperação de seu país, no Mundial de 2014. Porém, assim como ocorreu com Cannavaro, em 2010, o goleiro viu sua seleção cair ainda na primeira fase.

Casillas seguiu na seleção até 2017, quando parou de ser convocado, embora não tenha sinalizado oficialmente uma aposentadoria da Fúria.

Lahm
Lateral/meio-campo da Alemanha, Philipp Lahm, que havia sido o capitão alemão no Mundial de 2010, tendo participado ainda do torneio de 2006, foi o responsável por erguer a taça do tetracampeonato, na Copa do Mundo de 2014, disputada no Brasil.

Um dos grandes nomes da conquista alemã, Lahm , após erguer a taça, anunciou sua aposentadoria da seleção, aos 30 anos de idade, tendo encerrado sua carreira três anos depois. A decisão foi tomada, após ter sofrido em sua carreira com sérias lesões.

Com todo esse histórico, o goleiro francês Hugo Lloris, de 31 anos, teoricamente terá idade para não só estar presente na Copa do Mundo de 2022, como permanecer como o capitão da França. Caso isso se confirme, terá a missão de tentar quebrar o “tabu dos capitães”.





Moura Nápoli

Moura Nápoli

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