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DIA DO FISIOTERAPEUTA: CONHEÇA A TRAJETÓRIA DE MARIA ROSA

PROFISSIONAL DO SANTO ANDRÉ/APABA FALA SOBRE A PROFISSÃO E OS DESAFIOS ENFRENTADOS NO BASQUETE FEMININO, DURANTE A PANDEMIA



Por Daniel Nápoli                                                                                                                      

Nesta terça-feira (13), é comemorado o Dia Nacional do Fisioterapeuta e para celebrar a data, o Momento do Esporte a trajetória de um nome marcante na área, que possui atuação de destaque no basquete feminino: Maria Rosa.

Fisioterapeuta do Santo André/APABA, Maria é bastante querida não só pelos profissionais do clube em que atua, mas também das equipes adversárias.

Maria Rosa começou sua trajetória no setor de reabilitação no ano de 2007, na cidade de Santo André, após passar em um concurso público, sonhando em atuar com o esporte. “No entanto, o esporte de alto rendimento  é uma área muito fechada para fisioterapeutas mulheres, o que tem mudado muito  no decorrer dos anos”, explica a profissional.

Foi a partir de então que sua trajetória na profissão começou a mudar. “Eu fiz o pedido de transferência para o esporte  desde que comecei a trabalhar em Santo André, mas só em 2017 que a Lais Elena (ex-jogadora da Seleção Brasileira e ex-treinadora do Santo André, falecida em 2019), ao assumir como secretaria adjunta de Santo André, oportunizou esse trabalho junto ao basquete feminino“.

Maria prossegue, falando com gratidão. “Ela (a Lais Elena)  foi a grande responsável por eu ocupar hoje o segundo nome de fisioterapeutas mulheres inscritas na Liga Nacional de basquete Feminino, e sou muito grata a ela.”

A fisioterapeuta explica como foi a chegada ao clube. “Acompanhei outras modalidades também (natação, karatê, tenis de mesa). Esse ano, com a reestruturação do Esporte na cidade, pedi para ficar apenas com o basquete feminino, para melhorar a assistência a essa modalidade. A secretaria de Esportes do município acatou o pedido e estudou formas de atender as outras modalidades com a mesma qualidade.Infelizmente, tivemos essa pandemia (de Covid-19), que dificultou essa organização, mas não inviabilizou, estamos num trabalho constante., esclarece.

Maria Rosa durante a entrevista, prossegue demonstrando gratidão. “Nosso ex-secretário Dr. Marcelo Chehade, não mede esforços para investir no esporte do município. Se atingimos esse patamar é por muito esforço pessoal e apoio político, sem dúvida”.

Assim como em inúmeras áreas, a fisioterapia também foi afetada por conta da pandemia, necessitando que os profissionais se reinventassem. Com Maria, não foi diferente. “Fizemos toda a parte de atendimento on line. Utilizamos ferramentas como WhatsApp, zoom, mett, para as reuniões clínicas e discussões de caso com a CBB (Confederação Brasileira de Basketball), reuniões de equipe, encontros virtuais com outros países, sessões de psicologia esportiva, preparação física, treino tático, etc. Com a fisioterapia não foi diferente, fizemos os atendimentos virtual, até liberação documentada. “

A fisioterapeuta segue explicando o período. “Hoje fazemos uma mescla de atendimento virtual e presencial, esse último apenas com o basquete  feminino adulto. Em Santo André foi criado um protocolo através do departamento médico, sob responsabilidade do Dr. Tavano. Seguimos todas as normas e protocolos de segurança no ginásio, e o mínimo de contato possível.  E o controle é feito através das testagens, em parceria com a Secretaria de Saúde do município.”

Sobre o trabalho de preparação promovido visando a Copa São Paulo (encerrada no último domingo) e o Campeonato Paulista, que começa nesta sexta-feira (16), Maria comenta. “As atletas são orientadas em relação aos exercícios preventivos, pois o risco de lesões fica maior devido aos efeitos do destreinamento, inevitável nesse período de pandemia. Houve muito cuidado em prepará-las  para esse retorno. Todas as estratégias foram  mantidas de forma adaptada, visando minimizar os riscos, porém, sabemos q as perdas em algum nível, sempre acontecem.”

A pandemia, trouxe uma novidade tanto para a fisioterapeuta, quanto para as atletas, tendo que todos buscar a adaptação. “ E tudo tem sido uma experiência para nós, pois  elas nunca ficaram tanto tempo sem quadra, e existe uma diferença de treino num ambiente controlado e treino na quadra. A literatura traz algum nível se segurança estabelecido após um período de 20 dias de treino num ambiente não controlado”.

Sobre a situação atual da equipe, Maria revela.”Nós tivemos um caso de lesão, pois a atleta pisou no pé da outra, durante uma aterrissagem. Uma fatalidade que, infelizmente, todas estão sujeitas.Atualmente, seguimos com os tratamentos fisioterapêuticos  presenciais  para a  equipe adulta.”

A profissional reforça ainda a importância da fisioterapia. “É um elo fundamental entre atletas e comissão técnica.Esse trabalho nos traz a possibilidade de estarmos em contato constante com essas duas pontas. É um momento de escuta também, pois o corpo é a ferramenta de trabalho do atleta.Precisamos ficar atentos a todos os elementos envolvidos na performance e desempenho do atleta dentro de quadra”

Maria destaca. “ Pois tudo pode interferir (para o desempenho), desde questões sociais, comportamentais, mentais, escolarização, crescimento pondero estatural e, no basquete feminino, a menstruação... tudo pode interferir como barreira ou facilitador, influenciando no rendimento e num maior índice de lesões.”

A fisioterapeuta também explicou sobre o trabalho realizado no clube. “Em Santo André, as atletas passam por uma avaliação de critérios de risco para lesões, onde levamos em consideração os componentes físicos: valgo dinâmico, diminuição ângulo tíbio-társico, diminuição da ativação da musculatura do Core, mobilidade de quadril, mas também estamos atentos a outros aspectos como volume de treino, ciclo menstrual, alimentação, sono, hidratação, exposição a tela....Elas estão bem orientadas, mas como é uma abordagem nova, precisamos evoluir nossos recursos para  dialogarmos de forma mais efetiva, repetimos essas estratégias através de diversas ferramentas, até elas assumirem esse papel de protagonismo no cuidado com o próprio corpo, e o fisioterapeuta entra como facilitador desse processo”, conclui.

 

Fotos – Jorge Almajones Bevilacqua/Wilian Oliveira/Foto Atleta/ Luciane Moscaleski

 

Moura Nápoli

Moura Nápoli

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