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GIL ARRUDA, HELEN LUZ E GIOVANNA TEREZZINO: UM TRIO DE TALENTO E CARISMA

PROFISSIONAIS TRANSMITEM  O BASQUETE FEMININO NA TV CULTURA COM GRANDE CONHECIMENTO E DESCONTRAÇÃO

 


Por Daniel Nápoli


Devido à pandemia de Covid-19, no ano passado  a Liga de Basquete Feminino (LBF) foi cancelada após a realização de apenas três jogos, com um deles, o de abertura da competição (entre ituano Basquete x Santo André/APABA), sendo transmitido pela TV Cultura.

Agora em 2021, a competição segue sendo realizada, com algumas restrições e a TV Cultura segue nas transmissões da competição, contando com um trio em seu time que não só vem informando com competência e grande profissionalismo, mas também divertindo o público, o amante do basquete, que aos domingos de competição, às 14h, já sabem que é tarde de basquete feminino  na Cultura.

O trio é formado pelo narrador Gil Arruda, a comentarista e ex-atleta Helen Luz e a repórter Giovanna Terrezzino, que tem auxiliado a fortalecer o intenso trabalho dos amantes do basquete para manter e ampliar o espaço da modalidade na mídia.

O Momento do Esporte conversou nesta semana com os três comunicadores, que comentaram sobre a paixão pela modalidade, suas trajetórias, analisaram o atual cenário do basquete no país e destacaram a importância da cobertura da LBF.

 


Gil Arruda

Comandando as transmissões com muito bom humor e conhecimento, Gil Arruda se apaixonou elo basquete ainda na infância. “Nos meus primeiros contatos com vídeo game... Mais precisamente com o jogo NBA Live 1996, quando comecei a gostar do esporte e do meu time do coração... Sacramento Kings, pois eu gostei muito da combinação de preto com roxo”, explica o profissional que acrescente que sempre “brincava” em casa de narrar acompanhando aos jogos da NBA”.

“Mas profissionalmente falando, eu fiz alguns pela Web Rádio Arquibancada Esporte Clube (que faço parte até hoje de lá): Destaque para a final da Liga Ouro 2018 entre São José x Corinthians.Aí na temporada passada do NBB (Novo Basquete Brasil), eu fiz cinco partidas sendo duas pelo Facebook (São José x Basquete Cearense e São José x Botafogo) e três pelo DAZN (Minas x Pato, Pato x São Paulo e São José x Flamengo)”, prossegue o narrador.

Gil fala ainda sobre quais são os desafios do trabalho.” Não só em relação as regras da modalidade mas o cuidado que temos com as equipes para sempre passar as informações corretas e fazer da melhor maneira possível as transmissões”.

Sobre o atual cenário do basquete feminino no país, Gil destaca. “O Brasil sempre teve tradição na modalidade. E eu vejo com bons olhos o atual cenário, pois o nosso campeonato está muito equilibrado e eu vejo muitas equipes sendo formadas para revelar novos talentos e as equipes que já tem um tempo de projeto, vão se solidificando cada vez mais. Sem dúvidas, eu creio muito no retorno das meninas para os próximos Jogos Olímpicos em Paris 2024”.

Quem acompanha as transmissões da TV Cultura, percebe claramente que a relação entre Gil, Helen e Giovanna, não é apenas profissional, mas de amizade, fazendo que a troca de informações seja ainda mais natural.


Questionado sobre isso, Gil comenta. “Trabalhar com esportes é isso: você sempre está cercado de craques dentro e fora de quadra! Eu torcia demais pela Helen quando defendia a nossa seleção e pra mim é um privilégio ter comentários dela. E a Giovanna dispensa apresentações, pois ela é muito estudiosa da modalidade, principalmente do NBB que ela acompanha faz tempo.Na LBF ela sempre chega com informações precisas! Eu agradeço a Deus por estar sempre trabalhando com as melhores pessoas!”

Sobre a repercussão do trabalho desenvolvido, o narrador destaca com felicidade. ”Vou te falar que eu estou sendo abraçado pelas atletas e equipes! Quando a Cultura disse que contava comigo para os jogos da LBF, recebi essa missão com muita alegria e uma responsabilidade do tamanho do campeonato, pois eu esperava muitas críticas (na verdade cobranças) por não ter uma mulher narrando os jogos!”

“Eu por ser um grande defensor das mulheres no esporte, dentro e fora de quadra, tenho muito orgulho de falar que o Brasil é o país que mais revela narradoras esportivas no mundo! Eu adoro acompanhar uma narração feminina e quanto mais, melhor!”, revela.

“Por isso, eu assisto o máximo de jogos da LBF para ficar por dentro do campeonato, conhecer melhor as atletas, divulgo muito em minhas redes sociais, inclusive com a chamada musical, quando eu coloco uma música no story (Instagram e Facebook) com a arte do jogo, eu tomo cuidado com a identificação das atletas, pois é algo que faz a diferença para a qualidade da transmissão, além do nosso estilo descontraído no ar para divertir todos que nos assistem!E o Shazam (bordão utilizado quando a atleta faz cesta de três pontos) caiu na boca do povo!”, orgulha-se.

Gil aproveita para deixar uma mensagem aos fãs do basquete e para os companheiros de comunicação. “Siga sempre em evolução!

Pois sempre temos o que aprender, onde melhorar! Filtre as críticas e seja sempre você mesmo! Acredite no seu potencial! Todos nós temos uma vocação e uma missão no mundo! A minha é essa: Levar alegria, diversão, emoção e informação a todos que gostam do esporte e dar orgulho para todos que acreditam no meu trabalho! Deus na frente sempre!”.


Helen Luz

Ex-atleta da Seleção Brasileira, Helen Luz possui uma carreira vitoriosa no esporte e começou a atuar como comentarista no ano de 2011. “É bem desafiador, mas gosto muito. É um dos desafios que mais gostei de fazer e ainda faço. Terminou agora o NBB, mas tem a LBF ainda. Procuro colocar o olhar de atleta com muitos detalhes, pois acredito que o detalhe passa desapercebido por alguns comentaristas que não jogaram basquete, que tem uma outra visão de comentar os jogos, mas quem jogou consegue ver detalhes, que são interessantes para quem está do outro lado entender um pouquinho”, explica.

Já sobre o atual cenário do basquete feminino, a comentarista aproveita para enaltecer. “Dentro do que a gente está vivendo no ano passado e neste ano, a gente realmente tem que enaltecer as equipes, que estão lutando para disputar uma LBF. O ano passado foi muito difícil para todos e você poder retomar...tem que reconhecer o trabalho e o valor de cada equipe que luta pelo patrocínio para manter o esporte forte e na mídia, com TV aberta na Cultura, o que é excelente para a modalidade, todos os jogos sendo transmitidos 100% online.”

“E acho que tem muitas jogadoras jovens aparecendo e é uma boa oportunidade para elas também. Algumas da seleção disputando campeonato na Europa, deram oportunidades para essas jovens também. Muita menina que era do sub-19, acho que precisa ter essa transição para o Adulto. No meu entendimento é uma excelente oportunidade para essas jovens mostrarem o seu trabalho e eu torço para que na próxima Liga com esse controle da pandemia, mais clubes consigam se ajustar, se preparar para que no ano que vem mais equipes possam disputar a LBF”, destaca.


Helen também fez questão de falar sobre a relação profissional e de amizade com Gil e Giovanna. “É muito bom, e muito gostoso. É muito respeito e troca de informação. Eu acho que quando você faz as coisas com amor, com cuidado no que você está fazendo com respeito à modalidade e as atletas, eu acho que a gente consegue fazer isso e transmitir para o publico. Eu fico muito feliz quando as pessoas reconhecem isso e isso é muito bom. Acho muito gostoso ter essa oportunidade  de comentar aquilo que já vivi, já passei na pele e eu tento transmitir e fazer o um trabalho com o maior respeito possível e o Gil e a Giovanna também e outros que estão nas reportagens também, a gente vê uma interação incrível.”

Assim como Gil havia comentado, Helen destaca também a repercussão das transmissões. “Eu recebo muitas mensagens das atletas, a Érika(atualmente no Ituano Basquete)  é uma que mesmo lá na Bélgica (esteve lá até abril) sempre acompanhava os jogos e eu particularmente recebo muitas mensagens de pessoas que falam que estão felizes de me ver ali.”

A ex-atleta aproveita para avaliar seu trabalho. “Sou uma pessoa muito autocrítica do meu trabalho, do meu começo até agora acho que evoluiu bastante, procuro me manter quando vem elogio e quando vem crítica eu também tenho que saber aceitar e dependendo de onde vem a crítica obviamente, porque tem gente que critica sem saber, sem te conhecer, nunca viveu ali nas quadras, no ambiente do basquete feminino.”

“Eu procuro pesar muito, mas eu escuto, principalmente dos meus familiares, o que eu posso melhorar, deveria ter falado disso ou aquilo, colocar mais conteúdo nos meus comentários. A cada jogo procuro aprimorar e sempre tenho um retorno incrível, sempre incentiva a fazer o seu melhor”, revela.

A oportunidade do basquete feminino estar em evidência na TV aberta é enaltecido pela comentarista. “Estar na TV aberta é o desejo de qualquer modalidade. É muito importante. A gente sabe que tem muitos jogos pelos streamings, hoje todo mundo consegue acompanhar a modalidade que seja, é difícil não ter uma que não consiga acompanhar, mas no canal aberto ele tem outra visibilidade e estar na TV Cultura que alcança não só o Brasil, porque pelo site você consegue acompanhar também. Tenho um casal de amigos no Japão que acompanha a TV Cultura pelo site, que são apaixonados pela LBF e isso é muito bom para os patrocinadores e para as jogadoras, você cria o vínculo com o torcedor. É fantástico”.

“É ótimo, é o que precisa e não só o basquete feminino, mas as demais modalidades no feminino, assim como o futebol que tem mais aberturas para os campeonatos nacionais que estão na mídia,

Não é todo mundo que tem acesso a internet ou gosta e você ter ali na sua TV todo domingo naquele horário a LBF é fantástico. Muito bom para a liga, os patrocinadores e as atletas. É uma junção de coisas boas”, prossegue.

A comentarista aproveitou para enaltecer também os profissionais de comunicação. “É desafiador você ter que se comunicar com muitas pessoas que estão do outro lado, você não conhece, mas estão te acompanhando. A gente tem muita mensagem do Brasil todo durante os jogos, de pessoas que realmente gostam do basquete feminino. Quero parabenizar pelo trabalho, parece fácil, mas só quando você tem um microfone na frente, um vídeo na sua frente para você transmitir aquilo que pretende passar você vê que não é fácil, é desafiador, mas é muito bonito”

“Eu que agora estou entrando nesse mundo da comunicação eu acho uma profissão muito bonita. Tem que ser respeitada e eu aprendo muito, eu aprendo com todos, tem muita gente envolvida que muitas vezes não aparecem na telinha, mas que são os grandes responsáveis por levar a imagem, o melhor conteúdo, a melhor transmissão possível, os repórteres, o narrador que é super importante, que toca o barco, o que realmente comanda a transmissão eu sou agradecida. A cada ano vou aprendendo e dando o valor e a importância que essa profissão merece.”

 


Giovanna Terezzino

Estudiosa e conhecedora da modalidade, Giovanna Terezzino realiza com maestria as reportagens durante as transmissões da Liga de Basquete Feminino, assim como desempenhou durante o NBB.

O esporte sempre esteve presente na vida de Giovanna. “Venho de uma família italiana apaixonada por futebol, eu joguei vôlei durante sete anos, sou apaixonada pelas Olimpíadas e sempre disse que faria jornalismo para trabalhar com qualquer modalidade. Me sinto em casa no ambiente esportivo.”

E foi assim que além do futebol e do vôlei, o basquete surgiu em sua vida. “Quando tinha 15 anos virei sócia do Palmeiras e comecei a acompanhar os treinos de basquete e também os jogos. Quando percebi, já estava totalmente vidrada. Basquete é emocionante, dinâmico, imprevisível... tudo isso me cativou.”

Sobre o atual cenário do basquete feminino no país, a jornalista comenta. “A LBF realiza um grande trabalho. Comecei a fazer as transmissões para o campeonato feminino nessa temporada e gostei do que vi até agora. Você vê que todos que trabalham nos bastidores se importam e realizam um ótimo trabalho com as ferramentas disponíveis. Muitas das convocadas para a Seleção Brasileira jogam a LBF. Mas claro que muita coisa pode melhorar.”

“É difícil conseguir espaço na mídia para divulgação, super complicado encontrar investidores/marcas dispostas a patrocinar a longo prazo  (fazendo com que as jogadoras ganhem menos do que merecem, a estrutura em algumas situações sejam básicas demais).  Tudo isso cria barreiras e dificulta até o básico, que é a manutenção da base e o interesse de meninas em começarem a praticar a modalidade. Vejo também erros grosseiros como artes de divulgação com erros inaceitáveis, a falta de conhecimento com infos básicas como o nome das atletas”, analisa.

“O basquete feminino é subestimado e posso garantir que quem faz isso está redondamente enganado. Acompanho de perto os jogos e posso afirmar que a maioria é emocionante até o fim. Elas merecem cada vez mais atenção e respeito”, desabafa Giovanna que ainda fala sobre os desafios de promover as reportagens em meio à pandemia.

“O desafio é sair de casa. Como repórter não posso me dar ao luxo de trabalhar da minha sala. Existe o deslocamento (terrestre e aéreo), proximidade com outras pessoas, contato com equipamentos como microfone, fone... mas me cuido muito e a equipe de transmissão também auxilia nesse trabalho. Sempre uso máscara, levo álcool gel na bolsa, evito cumprimentar as pessoas e por aí vai. Também diria que a incerteza é um desafio. Você nunca sabe se o campeonato será paralisado, se irá até o fim, se as sedes mudarão... vivemos tempos incertos sem sombra de dúvidas."

Sobre a relação com Gil e Helen, Giovanna é só elogios. “São incríveis. São pessoas extremamente profissionais, dedicadas, atenciosas, amorosas... tenho muita sorte de trabalhar com eles. E você tem razão, temos uma relação de amizade, não apenas de trabalho. Estamos sempre conversando, nos ajudando e essa dinâmica vai unindo cada vez mais. Tenho certeza que muito desse carinho que você enxerga na transmissão acontece porque nos sentimos em casa”.

“Confiamos um no outro e sabemos exatamente o que temos que fazer. O trabalho flui da melhor forma possível e consequentemente nossa relação fica melhor. E isso porque estamos à distância, né? Imagina se as coisas estivessem na sua normalidade (risos, seria perfeito”.

A repórter comemora a repercussão do trabalho. “Melhor impossível! O meu trabalho como repórter não existe sem essa troca com as jogadoras e fico extremamente feliz por ver que elas entendem o papel, a importância da entrevista, da informação, da divulgação. As meninas são sempre educadas, simpáticas, disponíveis... na vitória, na derrota, durante o pré jogo quando atrapalho o aquecimento (risos) e tento retribuir tudo isso dando meu melhor. Quero sempre entregar excelência no trabalho porque elas merecem! É isso que me esforço pra fazer”.


A foto acima representa bem a troca mencionada com as jogadoras. Ao lado da pivô Érika de Souza do Ituano Basquete, Giovanna é presenteada, sendo reforçado o carinho e o respeito para com a profissional.

Sobre a importância das transmissões da TV Cultura, Giovanna destaca. “É um ganho MARAVILHOSO e fundamental para o basquete feminino. Visibilidade em TV aberta, data e horário específico toda semana para criar o hábito na casa das pessoas e transmissões com pessoas que amam a modalidade e fazem de tudo para divulgá-la. Espero que isso continue na próxima temporada e na próxima e na próxima e na próxima risos”.

Ao concluir, Giovanna deixa uma mensagem aos fãs do basquete e aos companheiros de profissão. “Fãs, sigam com a gente e chamem cada vez mais pessoas para acompanhar! O basquete feminino é maravilhoso e merece atenção! Queridos companheiros de profissão, cubram os jogos, divulguem o campeonato, ajudem nossas meninas e nosso basquete! Posso garantir que vocês não vão se arrepender!”.

 

Fotos - Divulgação

Moura Nápoli

Moura Nápoli

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