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ENTREVISTA: VALDIR LÍBERO

SECRETÁRIO MUNICIPAL DE ESPORTES E LAZER DE SALTO FALA SOBRE PROJETOS PARA A PASTA, ENTRE ELES COM O RESGATE  DO BASQUETE



Por Daniel Nápoli

Nesta semana, o Momento do Esporte esteve em contato com o secretário municipal de esportes da cidade de Salto, Valdir Líbero, que comentou sobre os desafios das pastas que assumiu em janeiro deste ano, no início da gestão do prefeito Laerte Sonsin (PL).

Além disso, o secretário comentou sobre os projetos para a área no pós-pandemia, entre eles de retomar o basquete na cidade, modalidade de destaque em Salto, nos anos 1980, com o time feminino do Emas-Mandi.


Biografia

Formado em Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, na Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), em 1988, Valdir logo nos primeiros anos de exercício na profissão, optou por atuar no Jornalismo Esportivo, área na qual se especializou na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 1997.

Seu primeiro trabalho como Editor de Esportes foi no extinto Cidade Jornal, em Salto (1989/1990). Em setembro de 1990, no mesmo município, foi convidado pelo jornalista e diretor do Jornal Taperá, Valter Lenzi, para assumir este mesmo cargo. “Lá fiquei por 26 anos seguidos, de setembro/1990 a janeiro/2017. Nesse período, atuei simultaneamente em outros veículos de imprensa escrita, dentre eles o Correio Popular (Campinas) e Folha de São Paulo (Sucursal Campinas), além de editar várias revistas sobre entidades esportivas de Salto e região (Associação Atlética Saltense/1996, Ituano Futebol Clube/1997 e 1998, Esporte Clube XV de Novembro-Salto/1999 e Veteranos Saltenses/2008)”, recorda.

O jornalista teve como trabalhos recentes, a chefia de Redação da ITV (Itu), em 2018/2019 e como repórter free-lance na Revista Campo & Cidade, também de Itu. “Em 2020, aceitei convite do meu amigo pessoal e atual prefeito de Salto, Laerte Sonsin Júnior, para me lançar candidato a vereador pela chapa dele, filiando-me pela primeira vez na minha vida a um partido político. A opção foi pelo mesmo partido do amigo Laerte, o Partido Liberal (PL), pelo qual obtive 566 votos, ficando na suplência. Dois dias após as Eleições Municipais, que em Salto apontaram a vitória da chapa Laerte Sonsin/Edemilson Santos, fui convidado para ser o Secretário de Esportes e Lazer”, explica.

“Foi uma grande surpresa para mim, pois sinceramente não esperava. Não havia nada pré-combinado – nem como pedido e muito menos como promessa. Aconteceu. Desde então – e efetivamente desde o dia 4 de janeiro de 2021 -, estou vivendo essa nova experiência na minha vida profissional”, destaca o jornalista.

 

Desafios

Questionado sobre os desafios encontrados ao assumir a pasta e como estão os primeiros meses de trabalho, Valdir comentou que como desafios que ainda está enfrentando é “conhecer o funcionamento da máquina pública, com suas particularidades, que o diferem, em muito, da iniciativa privada. Se durante mais de três décadas eu tive um olhar jornalístico sobre o Esporte, agora mudou o ângulo: é olhar de gestor. “

Porém, o secretário explica que o longo período de trânsito junto aos meios esportivos saltenses, “vem facilitando muito a convivência com a equipe de trabalho, cuja maioria já tinha contato desde os tempos de redação. Nestes primeiros meses, obviamente bastante limitados nas atividades, devido à pandemia, estamos aproveitando para reestruturar as principais praças esportivas, bem como organizar a parte administrativa.”

Valdir destaca que o Estádio Municipal, “por exemplo, que desde maio de 1992 passou a se chamar Amadeu Mosca, mas foi inaugurado pela primeira vez em novembro de 1982, está na iminência de ter liberado seu AVCB – Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, o que lhe permitirá receber jogos oficiais da Federação Paulista de Futebol, principalmente pelas recentes reformas, que lhe deram a capacidade mínima exigida de 5 mil lugares, para acomodação do público.”

 

Projetos

Sobre os planos para o esporte na cidade no pós-pandemia, o secretário explica que o primeiro passo será “colocar em prática boa parte do plano de ações da atual administração, cujo planejamento está bastante prejudicado, diante das incertezas que cercam a maioria das modalidades esportivas e as diversas formas de se praticar atividades físicas. Mas pretendemos fomentar ao máximo a prática esportiva em todos os níveis (lazer, formação, competição, terceira idade etc.), explorando o potencial de cada equipamento esportivo da cidade, sobretudo nos bairros. “

“Há uma grande possibilidade de a cidade ter novamente um clube representante nos campeonatos oficiais da Federação Paulista de Futebol, inicialmente nas categorias de base (talvez já em 2021) e futuramente nas divisões de acesso do profissionalismo. Nesse caso, é bom frisar, não cabe ao Poder Público qualquer interferência na parte diretiva do clube, mas sim dar condições para que ele possa mandar seus jogos na própria cidade, algo que não acontece há quase duas décadas no futebol profissional”, esclarece.

Ainda nessa linha, de acordo com Valdir, a cidade irá pleitear uma das sedes da tradicional Copa São Paulo de Futebol Júnior, que em 2021 não ocorreu devido à pandemia, mas que poderá ser retomada no ano que vem.

 

O resgate do basquete

Entre os planos para o esporte na cidade, está um ambicioso projeto de resgate do basquete, que na década de 1980, com a equipe feminina Emas-Mandi marcou época, deixando saudades. “Transformou-se num verdadeiro ‘fenômeno esportivo’ até então nunca visto e também nunca mais repetido em Salto. “


De acordo com Líbero, “precisamente em 1988, a então equipe Emas-Mandi sagrou-se campeã do tradicional Troféu Imprensa, que reuniu representantes de 20 cidades paulistas. Para se ter ideia, na final, disputada na capital, no Ginásio do Sírio, contra o Araçatuba, a equipe saltense arrastou uma caravana de 25 ônibus com torcedores, além dos que se deslocaram em seus veículos particulares.”

O secretário faz questão de frisar, que “nem o futebol saltense conseguiu isso ao longo da história, lembrando que o Emas-Mandi reuniu jogadoras da Seleção Brasileira da época, como Vânia Teixeira, Vânia Hernandez, Neusinha etc., além do supervisor, saudoso Waldir Pagan. Eu sempre digo que aquele time deixou história, mas não deixou legado. “

Com a proximidade dos 35 anos daquela conquista (em 2023), “a intenção é realizar uma série de eventos comemorativos na cidade alusivos à data, com homenagens, exposição, jogos, palestras etc.”, destaca Valdir que revela ter tido recentemente um importante contato com a Confederação Brasileira de Basketball (CBB).


“Recentemente participamos de uma videoconferência com a Magic Paula, um dos ícones do esporte brasileiro, que hoje é vice-presidente da Confederação Brasileira de Basquete. Dentre outras propostas, uma delas foi colocar a Estância Turística de Salto à disposição para receber a futura  ‘Casa do Basquete’, um local de treinamentos permanentes das seleções nacionais da modalidade, semelhante à Granja Comary para o futebol e Saquarema para o voleibol.”

Ao Momento do Esporte, Valdir explica. “Nesse caso, os investimentos viriam do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), inclusive já visando as Olimpíadas de 2024, em Paris. Na verdade, ainda é um sonho para a cidade, mas totalmente possível”, afirma.

De acordo com Líbero, nesta semana, uma comitiva de dirigentes da CBB,  esteve em Salto, dentre eles o Gerente de Seleções, Bruno Valentin, e a ex-jogadora, medalhista olímpica e campeã mundial pelo Brasil, Adriana Santos, hoje Gerente Técnica da entidade.  “A intenção foi apresentar a estrutura esportiva da cidade, para eventualmente receber períodos de treinos e jogos amistoso das seleções femininas, tanto das categorias de base como a principal (Adulta)”.


Porém diferente do ocorrido nos anos 1980, Valdir quer fazer acontecer o legado. “A história do basquete feminino em Salto teve seu auge no período de existência da equipe Emas-Mandi, que projetou a cidade até internacionalmente. Pegando o ‘gancho’ da história, é que pretendemos resgatar esta memória, agora com a proposta de sempre buscar um trabalho integrado com as futuras gerações – faltou isso na época.”

“Por exemplo, se Salto um dia conseguir hospedar uma Seleção Brasileira de Basquete, com certeza aproveitaremos o período para realização de palestras, oficinas, visita às escolas etc., ou seja, tudo para se resgatar a identificação da cidade com esta modalidade. É um processo, não acontece do dia para a noite. Mas, como dizem, sonhar não custa nada...”, conclui.

 

Com a colaboração e fotos da Prefeitura de Salto

Moura Nápoli

Moura Nápoli

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