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SUPERLIGA EUROPEIA ESTÁ SUSPENSA

APÓS PRESSÃO DE TORCEDORES, IMPRENSA, DIRIGENTES, TÉCNICOS E ATLETAS, PROJETO SERÁ REVISTO



Por Daniel Nápoli

Na noite desta terça-feira (20), o grupo criador da Superliga Europeia anunciou a suspensão do polêmico projeto, após protestos, pressão de jogadores, torcida e da opinião pública. A competição que reuniria os principais times europeus.

O grupo confirmou a decisão em comunicado.A debandada dos seis clubes ingleses foi decisiva para a suspensão do projeto. Arsenal, Chelsea, Liverpool Manchester City, Manchester United, Tottenham oficializaram suas saídas da liga. Em nota, a Superliga afirmou que os clubes da Inglaterra foram pressionados a tomar tal decisão.

“ Apesar da anunciada saída dos clubes ingleses, forçados a tomar tais decisões devido à pressão sobre eles, estamos convencidos de que nossa proposta está totalmente alinhada com as leis e regulamentos europeus, como foi demonstrado por uma decisão judicial para proteger a Superliga de ações de terceiros”, diz a nota.

De acordo com o portal britânico “The Athletic”, o Milan também deve seguir o mesmo caminho. À agência italiana "Ansa", a Inter de Milão informou que não tem mais interesse em participar do bloco. Com isso, restariam apenas quatro dos 12 clubes fundadores da Superliga: Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid e Juventus.

Apesar da suspensão, a Superliga deixou claro que não vai deixar a ideia da competição de lado. O grupo nasceu com 12 dos principais clubes europeus, teria mais três equipes entre seus fundadores e outros cinco times convidados para disputar o torneio, que teria início em agosto deste ano  e final nos últimos dias de maio de 2022, em estádio neutro.

No projeto divulgado no último domingo, o bloco informou que os clubes fundadores receberiam juntos € 3,5 bilhões na primeira temporada. Além disso, a Superliga diz que contribuiria com € 10 bilhões em "pagamentos de solidariedade". UEFA, FIFA federações e ligas nacionais reagiram com ameaças, especialmente da confederação europeia.

Boa parte do crédito seria de um banco norte-americano, com prazo para pagamento do financiamento em até 23 anos. Mas tudo está suspenso. No entanto, a Superliga deixou claro, em seu comunicado, que é contra a estrutura vigente do futebol mundial e diz que os ganhos financeiros com o novo torneio seriam compartilhados.


Confira o comunicado da Superliga na íntegra:

“Estamos propondo uma nova competição europeia porque o sistema existente não funciona. Nossa proposta se baseia em permitir o esporte a evoluir enquanto gera recursos e estabilidade para toda a pirâmide do futebol, incluindo ajuda para superar as dificuldades financeiras vividas por toda a comunidade do futebol na pandemia.

Também proporcionaria pagamentos de solidariedade materialmente aprimorados a todos os interessados ​​no futebol.

Apesar da anunciada saída dos clubes ingleses, forçados a tomar tais decisões devido à pressão sobre eles, estamos convencidos de que nossa proposta está totalmente alinhada com as leis e regulamentos europeus, como foi demonstrado por uma decisão judicial para proteger a Superliga de ações de terceiros.

Dadas as atuais circunstâncias, devemos reconsiderar os passos mais adequados para reformular o projeto, sempre tendo em mente o nosso objetivo de oferecer aos torcedores a melhor experiência possível e, ao mesmo tempo, valorizar os pagamentos solidários para toda a comunidade do futebol.”

 

Foto - Marcelo Courrege/Globo

Moura Nápoli

Moura Nápoli

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